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Caminhos

Duas palavras me ocorrem neste momento: fronteira  é uma delas. A outra é rastro. Ambas se conectam a um terceiro termo: caminho. Em todas as fases de nossa rápida passagem por este mundo, seguimos por caminhos. Podemos seguir rastros que nos levam para fronteiras. Rastro é algo que ficou no caminho, ou na fronteira. Quando pensei que um rastro distorceu o caminho, deparei-me com uma fronteira nova. Que deve dar no mesmo ponto onde meu coração se aquieta. Sei que o tempo será provisório. Um fio. De esperança.
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Compasso de espera

Quando o vento balança a cordilheira da tua cabeleira sinto o som da batida do tambor da brincadeira Quando o sol descortina a neblina de uma noite inteira acontece o encontro, desencontro de linda maneira Sendo assim, eu fico assim, aqui e lá no compasso da espera de um olhar

Águas no horizonte

Tudo bem. Respire. Nem tudo está perdido. Antes, tudo está bem. No fundo, no fundo, você sabe o que fez. E, de um jeito ou outro, pressente o que precisa fazer. Apesar do medo, você intui. Se tudo der certo, nada do que pensamos ou planejamos irá acontecer. Mas tudo o que sentimos e vivemos, dia após dia, será celebrado em todo por de sol. Com as águas à vista ou na memória.

Ampulheta

Autor: Louis Marcelo Illenseer, 14 de agosto de 2008 Ampulhetas consomem-se até virarem ao contrário! Quando finda sua missão ela, por sua função precisa do outro lado. Alguém sabe o destino da ampulheta quebrada?

Desenho insistente

Autor: Louis Marcelo Illenseer, 14 de agosto de 2008, 8h26 Desenhei o céu Na grama orvalhada Pintei aves, o sol e a lua No esconderijo da carne Insisti e vi Que os dias são sempre iguais e que nada muda apenas envelhece. Desenhei o céu Na parada de ônibus Pintei poesias, sons e travessuras No leito da chuva Insisti E vi Que as noites Só têm janelas E que a esperança É uma boa ilusão. Por fim, desenhei o céu Numa história de quadrinhos Pintei você, eu e nossos filhos Nos quadros com início, meio e fim Insisti E vi Que o pincel Escorregara E que a mesa Ainda guarda suas migalhas.

Arcanjo

Autor: Louis Marcelo Illenseer sábado, 05 de julho de 2008, 18h30 Arcanjo, cruze o meu céu me jogue um copo de sonhos entorna um novo motivo clareia a contagem distante do enredo que instala nas veias corridas, correntes... Arcanjo, cruze o meu céu entenda meus prejuízos desfaz os papos furados lanhados, cortados em sons tão confusos que tocam nas rádios desintonizadas... Arcanjo, enfim, você veio tomou um mate comigoe disse: "Filho, adeus..." No próximo grenal, mais um mate, por favor!