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Mostrando postagens de julho, 2008

Arcanjo

Autor: Louis Marcelo Illenseer sábado, 05 de julho de 2008, 18h30 Arcanjo, cruze o meu céu me jogue um copo de sonhos entorna um novo motivo clareia a contagem distante do enredo que instala nas veias corridas, correntes... Arcanjo, cruze o meu céu entenda meus prejuízos desfaz os papos furados lanhados, cortados em sons tão confusos que tocam nas rádios desintonizadas... Arcanjo, enfim, você veio tomou um mate comigoe disse: "Filho, adeus..." No próximo grenal, mais um mate, por favor!

Saudade

Autor: Louis Marcelo Illenseer Junho de 2008 Sinto saudade de conhecer você Sinto vontade de cuidar do tempo em que cruzou minhas janelas e me encontrou Você percebe um jeito em mil de abduzir meus devaneios e limpar as arestas da loucura de um tempo que faz tempo já passou Sinto saudade de conhecer você sinto saudade em desnudar o tempo em que o olho percebeu e pele ainda não mas me tocou Você provoca mil jeitos de conduzir os sinais e despertar estrelas embriagadas de um sonho em céu que nunca se esgotou.

Porto dos casais

Cheguei ao porto seguro Encontrei o que esperava O mar ficou no mistério E a bússola no bolso Rumo ao desconhecido A saudade é companheira O que fica é a certeza do porto onde repousas esperando meu aceno Porto dos Casais És o meu chão, minha morada Em ti encontro alento E um dia que ainda vem... (fiz esta canção para meus amigos Dess e Juliano, em fevereiro de 2008)

Milonga

Autor: Louis Marcelo Illenseer 06 de fevereiro de 2008, 20h30 Confusão nos bares do cais Palavras soltas na mesa oposta Incontinencia esgotada Na prece de um anjo rebelde do céu Quisera mirar o relógio ao revés Que emerge em cacos, conversas, anéis. Imersão nas águas do mar Rumores furtivos em saldos bancários Indulgencia sacada Em comas de super heróis imortais Quisera limpar o convés desse cais Que entope cortiços, cadeias e mais...

Caleidoscópio

Autor: Louis Marcelo Illenseer 06 de fevereiro de 2008, 19h Caleidoscópio cadê você Caleidoscópio virou o que Caleidoscópio, Caleidoscópio Caleidoscópio virou você Vira mundo colorido refletido no olhar do meu amor Forma uma coloratura dura, insana, mostra em cores teu sabor...

Vento

Autor: Louis Marcelo Illenseer 06 de fevereiro de 2008, 17h A D Pergunte ao vento A/C# Agora G/B Gm/Bb O dia de amanhã D/A E ele dirá E/G# G9 F#7 Eu vou, eu vou... Bm7 Pergunte ao vento A Agora G Em Pra onde soprará G/A E ele dirá Pra lá, pra lá... D Pergunte ao vento A/C# Sem hora G/B Gm/Bb Que fonte o anima D/A E ele virá E/G# G9 F# Suave na encosta dos sonhos

Advento

Autor: Louis Marcelo Illenseer 09 de fevereiro de 2008, 12h55 Adventando eu vou Quaresmando eu vou Tempo verde vai Branco em tudo Doura meu viver Sopra enquanto der Cada passo incerto No escuro A, de vento eu vou...

O Eterno que acabou

Autor: Louis Marcelo Illenseer 16 de fevereiro de 2008 Assunto o céu Desnudas cores em tons de lilás Presentes embalados em cortinas Guardam palavras de amor virtuais Desejo um copo De flocos marrons em brancas neves Raspas de um azul também marrom Emergem por trás das lentes A pele exala enquanto a lua passa Naturalmente, o tempo é ócio Nas noites digo ao dia: Sim, estou aqui. Fios emaranhados em pontas de um qualquer produto atestam que o lugar sentiu o frio e a cor do assunto, então.

Advertência

Autor: Louis Marcelo Illenseer 10 de fevereiro de 2008, 12h Chove E enquanto a chuva não cessa Desfruto do fruto da imagem calada, cálida. Sobra E o fluxo das sobras da pressa Desnuda o sentido dos frutos da chuva, que cessa Calo Palavras sumárias, repentes Que escondem abraços, lembranças, por vívidos copos Venta E o vento acontece na rua deserta de sombras e passos atentos ou não

Batucada

Autor: Louis Marcelo Illenseer sábado, 16 de fevereiro de 2008, 13h Polifonia Um começa outro apressa o som fica um gosto de pega ladrão Correria no tom atrás de tom Homofonia É o que sinto enquanto tu não vens Sempre o tempo forte no mesmo lugar Mesmice linda em tempos que vão mudar Sem harmonia A batucada apronta em tom nenhum E espera um beijo seu ou dois até Nada nesse mundo acaba, não!

Bossa antiga in concert

Autor: Louis Marcelo Illenseer sábado, 16 de fevereiro de 2008, 10h Tua vez não é agora espera mais um pouco meu amor Olha a partitura te concentra na imagem desse som Som Oitavas paralelas correm contra o tom O maestro espera o teu olhar no ensaio doido desse som Olha a mão aberta e siga o pulso certo do teu coração Som Quartas aumentadas também são Uma barra indica o fim da peça, não te esqueças meu amor Toda essa platéia vai embora e esquece o som que acabou Som Terças, quintas, sextas por um som.

O Sonho das Pedras

Autor: Louis Marcelo Illenseer quarta, 23 de julho de 2008, entre 17h e 19h O medo que rondava as mazelas Do passado Entrou em liquidação As cores vivas Encarnadas Voam em milhões de decibéis Dos pés ao chão Dos pés ao chão. O que me resta desse calendário Se o perfume de morango ficou aqui? Se me perguntas não respondo Porque ainda não tem data Nem chão nem céu Nem chão nem céu Enquanto isso As pedras do caminho Sonham como girassóis.