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Desenho insistente

Autor: Louis Marcelo Illenseer, 14 de agosto de 2008, 8h26

Desenhei o céu
Na grama orvalhada
Pintei aves, o sol e a lua
No esconderijo da carne
Insisti
e vi
Que os dias
são sempre iguais
e que nada muda
apenas envelhece.

Desenhei o céu
Na parada de ônibus
Pintei poesias, sons e travessuras
No leito da chuva
Insisti
E vi
Que as noites
Só têm janelas
E que a esperança
É uma boa ilusão.

Por fim, desenhei o céu
Numa história de quadrinhos
Pintei você, eu e nossos filhos
Nos quadros com início, meio e fim
Insisti
E vi
Que o pincel
Escorregara
E que a mesa
Ainda guarda suas migalhas.

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